Birdie GAiAnálise de Swing
Driver nº 2 · Análise Completa do Swing

Marcelo Klujsza

Leitura quadro a quadro de um swing de driver: movimento do corpo, ritmo, impacto e os dados do radar, comparados com o golfista amador médio, a LPGA e o PGA Tour. Medido com o referencial completo: grade, linhas centrais e diagonais.

GolfistaMarcelo Klujsza (destro)
TacoDriver · swing nº 2 de 2
LocalClube de Golf Olímpico da Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, Brasil
Data6 de novembro de 2026
GravaçãoCâmera de frente para o golfista · 60 fps · radar The Stack

1 Resumo

Em uma frase: Swing com ritmo de profissional: backswing paciente de ~0,86 s e descida de ~0,28 s, uma proporção de ~3,1:1, praticamente o padrão do PGA Tour. Velocidade do taco de 102 mph, smash factor de 1,38 (~141 mph de bola) e 237 jardas de carry. A diferença para o swing nº 1 está no contato: com o mesmo 102 mph, o smash caiu de 1,42 para 1,38. Centralizar a batida na face vale ~14 jardas de carry.

Ponto forte

Ritmo 3:1

Backswing e descida no tempo do Tour, com uma sequência limpa a partir do quadril.

Prioridade 1

Contato no centro

Levar o smash de 1,38 para 1,45: ~+7 mph de bola e ~+14 jardas de carry.

Prioridade 2

Giro de ombros

De ~65° para perto de 80–90° no topo, com o mesmo ritmo.

2 Dados do radar — The Stack (modo W1, driver)

Tela do radar
MedidaValor
Velocidade do taco102 mph
Smash factor (bola ÷ taco)1,38
Velocidade da bola (calculada: 102 × 1,38)~141 mph
Carry (estimado pelo radar)237 jd

O The Stack mede as velocidades e estima o carry a partir delas; ele não mede ângulo de saída, spin nem direção. A velocidade da bola acima é calculada pelo smash factor.

No Driver nº 1, o mesmo 102 mph rendeu smash 1,42 e 242 jardas, com um backswing mais rápido (~2,2:1). Juntar o contato do nº 1 com o ritmo do nº 2 é o próximo passo.

Evolução: na sessão de 6 de outubro de 2026 (outro radar, 6 tacadas), a média de velocidade do taco foi de 91,8 mph. Hoje foram 102 mph: cerca de +10 mph em um mês. Como os aparelhos são diferentes, compare com cautela, mas o salto é grande.

3 Comparação — amador médio, LPGA e PGA

MedidaMarcelo · Driver nº 2Amador médio (hcp ~14,5)LPGA TourPGA Tour
Velocidade do taco102 mph93,4 mph94 mph115 mph
Velocidade da bola~141 mph—139 mph171 mph
Smash factor1,38—~1,48~1,49
Carry237 jd—220 jd282 jd
Distância totaln/d214 jd246 jd~300 jd
Ritmo (backswing : descida)3,1:1—~3:13:1

Fontes: médias TrackMan de amadores e dos circuitos (driver); ritmo Tour: John Novosel, Tour Tempo. "—" = sem dado publicado comparável.

Amadores por handicap (TrackMan)Velocidade do tacoDistância total
15–2091 mph211 jd
10–1595 mph223 jd
0–5106 mph245 jd
Scratch ou melhor110 mph252 jd
Marcelo · Driver nº 2102 mph237 jd só de carry

4 Referencial — como o swing foi medido

Referencial
  • Grade: cada quadrado tem ~20 cm, em escala pela largura dos ombros. Trate as distâncias como ±3 cm.
  • Linhas centrais (verde claro): a vertical passa pela cabeça no address; a horizontal, pela altura do quadril no address. A linha branca fina marca a altura da cabeça no address.
  • Diagonais (verde): referência fixa de perspectiva e profundidade.
  • Caixa branca: cabeça no address. Rastro amarelo: caminho da cabeça. Rastro rosa: caminho das mãos. Círculo vermelho: bola.
  • O vídeo está espelhado (modo selfie): o alvo fica à esquerda da imagem. As medidas já consideram isso.
  • Os pontos do corpo foram rastreados em todos os quadros e conferidos a olho. A altura da cabeça foi medida pelo topo do boné.

5 Sequência do swing

Oito posições-chave. O alvo fica à esquerda da imagem.

Foto 1 · Addresst 4,47 s · quadro 212
Foto 2 · Meio do backswingt 4,95 s · quadro 236
Foto 3 · Topot 5,33 s · quadro 255
Foto 4 · Downswingt 5,47 s · quadro 262
Foto 5 · Impactot 5,60 s · quadro 269
Foto 6 · Liberaçãot 5,70 s · quadro 274
Foto 7 · Follow-throught 6,03 s · quadro 290
Foto 8 · Finalizaçãot 6,76 s · quadro 330

6 Biomecânica posição a posição

Foto 1 — Address Bom

  • Base mais larga que a do swing nº 1 (~1,5× os ombros): mais estabilidade.
  • Bola ~5 cm por dentro do calcanhar do pé da frente: dentro da faixa ideal do driver.
  • Antes do swing há uma rotina longa de preparação (waggles), que termina num início calmo.

Foto 2 — Meio do backswing Bom

  • Ombros e braços giram juntos, e o taco sobe sem pressa.
  • O peso começa a ir para a perna de trás.

Foto 3 — Topo Ritmo Tour

  • O topo chega em 0,86 s: backswing paciente, igual ao padrão Tour.
  • A cabeça vai ~9 cm para trás e sobe ~8 cm.
  • Giro de ombros estimado em ~65° pela vista frontal (referência Tour: ~90°).

Foto 4 — Downswing Boa sequência

  • A descida começa pelo quadril em direção ao alvo, com os braços vindo depois.

Foto 5 — Impacto Sólido

  • O quadril chega ~13 cm à frente do address: boa transferência.
  • A cabeça fica atrás da bola, ~4 cm à frente e ~4 cm acima do address.
  • Ombro de trás mais baixo (~23°): postura certa para o driver.

Foto 6 — Liberação Extensão

  • Braços estendidos depois da bola e o corpo continua girando.

Foto 7 — Follow-through Bom

  • O peito já aponta para o alvo, com o calcanhar de trás levantado.

Foto 8 — Finalização Equilibrado

  • Finalização segura, com ~70% do peso no pé da frente e o calcanhar de trás ~10 cm levantado.
Medida (em relação ao address)TopoImpactoLeitura
Cabeça, lateral~9 cm para trás~4 cm à frenteBom carrega e fica atrás da bola
Cabeça, altura~8 cm acima~4 cm acimaAtenção sobe no topo, volta no impacto
Quadril, lateral~10 cm para trás~13 cm à frenteBom transferência forte
Inclinação dos ombros—~23°Bom ombro de trás mais baixo
Giro de ombros (estimado)~65°—Margem Tour ~90°
Peso no pé da frente (finalização)—~70%Bom finaliza no lado da frente
Base / posição da bola1,5× os ombros · ~5 cm por dentro do calcanhar do pé da frenteIdeal para o driver

7 Ritmo — medido no vídeo

GrupoBackswingDescidaProporção
Marcelo · Driver nº 2~0,86 s~0,28 s3,1:1
Marcelo · Driver nº 1~0,75 s~0,34 s2,2:1
PGA Tour (Tour Tempo, "24/8")~0,80 s~0,27 s3:1

Tempos tirados dos carimbos de cada quadro (60 fps), precisão de ~±0,03 s.

8 Leitura do impacto

Quadros do impacto
  • A cabeça do taco chega pelo lado de trás, baixa, na altura da bola.
  • Entre os quadros 274 e 275 (~5,70 s) a bola sai do tee e o taco passa para o lado do alvo.
  • Leitura: contato sólido, mas um pouco fora do centro da face: o smash de 1,38 indica isso.

Com a câmera de frente não dá para medir o caminho do taco nem a direção da bola; o radar também não mede esses dados.

9 Diagnóstico

  1. Setup ideal para o driver: base larga e bola ~5 cm por dentro do calcanhar do pé da frente.
  2. Sequência correta: o quadril começa a descida e chega ~13 cm à frente no impacto, com a cabeça atrás da bola.
  3. Ritmo de Tour (~3,1:1): mantenha esse ritmo.
  4. Giro de ombros de ~65° (estimado): é a maior reserva de velocidade.
  5. Contato um pouco fora do centro (smash 1,38): centralizar vale ~14 jd de carry sem mudar a velocidade.

Confiança: alta no ritmo; moderada nas distâncias do corpo (±3 cm, uma câmera, escala pelos ombros); o giro de ombros é estimado pela vista frontal.

10 Próximos passos — simples e diretos

Prioridade 1 · Contato

Acerte o centro da face

Passe spray de pé (ou pó) na face do driver e bata 10 bolas. Marque onde cada uma bateu e procure o centro.

Do smash 1,38 para 1,45: ~+7 mph de bola e ~+14 jd de carry.

Prioridade 2 · Giro

Costas para o alvo

No topo, as costas apontam para o alvo, mantendo o mesmo ritmo 3:1.

Treino: taco cruzado no peito, girar até o ombro da frente ficar sob o queixo.

Manter · Sequência

Quadril primeiro

Continue começando a descida pelo quadril da frente. É a melhor parte deste swing.

Manter · Setup

Base e bola

A posição da bola e a base já estão no ponto. Repita a mesma preparação em toda tacada.

11 Limitações e próxima gravação

Próxima gravação: (1) câmera traseira normal (sem espelhar), (2) um segundo vídeo atrás do golfista, na linha do alvo, para ver o caminho do taco, (3) a altura do Marcelo para travar a escala e (4) se possível, um radar com ângulo de saída e spin.